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Preparar o material escolar é preparar o aluno

Quando o início do ano letivo se aproxima, um dos primeiros compromissos das famílias é a organização do material escolar. Listas, pesquisas de preços e idas às papelarias fazem parte desse período, que muitas vezes é encarado apenas como uma obrigação financeira. No entanto, olhar para esse momento apenas pelo viés do custo é limitar uma experiência que pode ser extremamente rica para alunos, pais e responsáveis. No Anglo Salto, entendemos que a preparação para o ano letivo começa antes do primeiro dia de aula. O contato com os materiais, a separação dos itens e o cuidado com cada detalhe ajudam o aluno a compreender que um novo ciclo está se iniciando. Para as crianças, esse processo desperta curiosidade, entusiasmo e senso de novidade. Para adolescentes, pode representar a chance de reorganizar rotinas, rever hábitos e pensar de forma mais consciente sobre os desafios do ano que começa. Transformar a compra e a organização do material em um momento de preparação emocional e prática contribui para uma relação mais saudável com a escola.  Reutilizar também é educar Antes de sair comprando tudo o que está na lista, vale fazer uma pausa para revisar os materiais do ano anterior. Mochilas em bom estado, estojos, lápis de cor, canetas, réguas e até alguns cadernos podem ser reaproveitados sem prejuízo algum para a rotina escolar. Esse simples hábito traz benefícios que vão muito além da economia financeira. Ao envolver os alunos nesse processo de revisão, as famílias ensinam valores importantes, como responsabilidade, cuidado com os próprios pertences e consumo consciente. A criança aprende que nem tudo precisa ser descartado e substituído, enquanto o adolescente passa a refletir sobre escolhas, prioridades e sustentabilidade. Outro ponto importante é evitar excessos. Comprar materiais além do necessário costuma gerar desperdício e desorganização. Seguir a lista proposta pela escola, optar por produtos funcionais e adequados à faixa etária e esclarecer dúvidas antes da compra ajudam a manter uma rotina mais simples e eficiente ao longo do ano letivo. Organização como habilidade essencial para o aprendizado A organização do material escolar é uma excelente oportunidade para ensinar uma habilidade que será levada para a vida adulta. Saber cuidar dos próprios objetos, manter cadernos em ordem e ter clareza sobre onde cada item está são atitudes que impactam diretamente o rendimento escolar. Para as crianças, esse aprendizado pode acontecer de forma leve e participativa. Separar os materiais juntos, escolher etiquetas, definir cores para cada disciplina e guardar tudo em locais definidos ajudam a criar uma rotina organizada desde cedo. Pequenas responsabilidades fortalecem a autonomia e aumentam a confiança. Já para os adolescentes, a organização do material pode estar ligada ao planejamento do ano. Dividir pastas, organizar agendas, revisar calendários e entender a importância de manter tudo em ordem contribuem para a gestão do tempo e para o cumprimento de prazos.  Quando o aluno encontra facilmente o que precisa, ele se sente mais seguro, participa mais das aulas e consegue direcionar sua atenção para o aprendizado, e não para problemas práticos. Organização não é apenas estética: é uma ferramenta de apoio ao desenvolvimento acadêmico e emocional.   Expectativas e vínculo no começo do ano Um dos aspectos mais importantes da preparação do material escolar é o espaço que ela abre para o diálogo entre pais e filhos. Enquanto conferem listas, organizam mochilas e separam cadernos, surgem oportunidades naturais para conversar sobre sentimentos, expectativas e desejos para o novo ano. Perguntas simples podem gerar reflexões profundas:O que você espera deste ano?Quais matérias mais despertam interesse?Existe algo que preocupa ou que gostaria de melhorar? Essas conversas ajudam a criança e o adolescente a se sentirem acolhidos e compreendidos. Para os pais, é uma chance de perceber sinais de ansiedade, insegurança ou empolgação, fortalecendo o vínculo familiar e a parceria com a escola. No Anglo Salto, acreditamos que o aprendizado vai além do conteúdo acadêmico. Ele envolve relações, emoções e experiências que contribuem para a formação integral do aluno. Aproveitar o momento do material escolar para escuta e troca é uma forma concreta de apoiar esse processo desde o início.  


Data: 14/01/2026

Autonomia nos estudos: por que essa habilidade é essencial

Autonomia nos estudos representa a capacidade do estudante de gerenciar o próprio processo de aprendizagem, identificando lacunas de conhecimento, buscando recursos para superá-las e assumindo responsabilidade pelo próprio desenvolvimento intelectual. Diferentemente da independência total, que sugere ausência de apoio, a autonomia acadêmica pressupõe que o aluno desenvolve gradualmente competências para conduzir seus estudos com orientação progressivamente menor dos adultos. Esse processo transforma o estudante de receptor passivo de informações em agente ativo da construção do próprio conhecimento. Estudantes autônomos desenvolvem metacognição, que é a capacidade de pensar sobre o próprio pensamento e monitorar a própria compreensão. Enquanto estudam, eles se perguntam se estão realmente entendendo o material, identificam pontos de confusão e ajustam suas estratégias conforme necessário. Essa autorregulação resulta em aprendizagem mais profunda e duradoura que a simples memorização. Como a autonomia se desenvolve desde cedo A construção da autonomia nos estudos inicia-se muito antes do que muitos pais imaginam. Crianças pequenas demonstram curiosidade natural e desejo de explorar o mundo, características que formam a base da autonomia futura. Quando um bebê experimenta repetidamente deixar objetos caírem para observar o que acontece, está desenvolvendo capacidade de investigação autodirigida. Pré-escolares que escolhem livros para folhear ou decidem quais materiais usar em atividades artísticas praticam tomada de decisão sobre o próprio aprendizado. Nos primeiros anos escolares, a autonomia se manifesta em habilidades concretas como organizar a mochila, lembrar de levar materiais necessários, anotar tarefas de casa e estabelecer horário para estudar. Essas capacidades organizacionais formam a infraestrutura sobre a qual autonomia acadêmica mais complexa se construirá. Crianças dessa idade ainda precisam de estrutura significativa dos adultos, mas podem assumir responsabilidades crescentes dentro dessa estrutura. A transição para os anos finais do ensino fundamental marca período crítico no desenvolvimento da autonomia. As demandas acadêmicas aumentam, multiplicam-se os professores e disciplinas, e espera-se que o aluno gerencie cronogramas mais complexos. Estudantes que desenvolveram base sólida de autonomia nos anos anteriores navegam essa transição com mais facilidade. Bases teóricas do desenvolvimento autônomo O desenvolvimento da autonomia acadêmica conecta-se diretamente com teorias construtivistas de aprendizagem, especialmente os trabalhos de Jean Piaget e Lev Vygotsky. Piaget argumentava que o conhecimento se constrói através da interação ativa do sujeito com o meio, não pela simples transmissão de informações. Vygotsky introduziu o conceito de zona de desenvolvimento proximal, demonstrando que aprendizagem ocorre no espaço entre o que o aluno já domina sozinho e o que consegue realizar com orientação. "Quando um estudante desenvolve autonomia, ele não apenas melhora suas notas, mas aprende a aprender", afirma Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto. "Essa capacidade de buscar conhecimento de forma independente será fundamental ao longo de toda sua vida profissional." A autonomia se desenvolve precisamente quando o estudante expande continuamente essa zona, internalizando estratégias que antes dependiam de suporte externo. Pesquisas demonstram correlação positiva entre autonomia acadêmica e notas, persistência em tarefas desafiadoras e menor taxa de evasão escolar. O papel delicado da família O papel dos pais no fomento da autonomia acadêmica exige equilíbrio delicado entre suporte e afastamento estratégico. Pais superprotetores que fazem trabalhos pelos filhos, corrigem cada erro imediatamente ou gerenciam cada aspecto da rotina escolar impedem o desenvolvimento da autonomia. Por outro lado, ausência total de suporte deixa muitas crianças perdidas e frustradas. O conceito de andaime, emprestado da teoria de Vygotsky, oferece modelo útil. Assim como andaimes em construção fornecem suporte temporário que é removido quando a estrutura pode sustentar-se sozinha, pais oferecem apoio que é gradualmente retirado conforme a criança desenvolve capacidades. Estratégias práticas para pais começam com estabelecimento de rotinas previsíveis. Horários consistentes para estudar criam estrutura dentro da qual a autonomia pode florescer. Dentro desse horário estabelecido, a criança toma decisões sobre como usar o tempo. Pais podem fazer perguntas orientadoras em vez de dar respostas diretas. Quando a criança diz que não sabe fazer determinado exercício, perguntar "onde você já procurou ajuda" ou "que parte específica está confusa" ensina a quebrar problemas em componentes menores e a buscar recursos apropriados. Criar ambiente de estudo adequado em casa apoia autonomia sem substituí-la. Espaço com materiais organizados, iluminação adequada, ausência de distrações e recursos de referência disponíveis permite que o estudante trabalhe produtivamente. Ter dicionário, atlas, materiais de geometria e outros recursos acessíveis ensina que buscar informações é parte natural do estudo. Como os pais devem reagir aos erros A forma como os pais respondem a erros e dificuldades impacta profundamente o desenvolvimento da autonomia. Quando os pais reagem a uma nota baixa com punição ou decepção intensa, a criança aprende a evitar riscos acadêmicos e a esconder dificuldades. Quando erros são tratados como oportunidades de aprendizado, o estudante desenvolve mentalidade de crescimento, compreendendo que inteligência e habilidades podem ser desenvolvidas através de esforço. Perguntas como "o que você aprendeu com esse erro" ou "que estratégia diferente você poderia tentar" direcionam o foco para processo e crescimento em vez de resultado final. O fracasso escolar repetido mina a autonomia. Estudantes que experimentam dificuldades persistentes frequentemente desenvolvem desamparo aprendido, acreditando que esforço não faz diferença porque falharam tantas vezes anteriormente. Quebrar esse ciclo requer sucessos incrementais que reconstruam confiança. Estabelecer objetivos muito pequenos e alcançáveis, celebrar progressos modestos e atribuir sucessos ao esforço e estratégia em vez de fatores externos ajuda estudantes a recuperar senso de agência sobre o próprio aprendizado. Estratégias de estudo eficazes O desenvolvimento de estratégias de estudo eficazes é componente central da autonomia acadêmica. Muitos estudantes passam anos na escola sem nunca aprender explicitamente como estudar. Releitura passiva de textos, embora comum, é uma das estratégias menos eficazes. Técnicas baseadas em evidências incluem recuperação ativa, onde o estudante tenta relembrar informações sem consultar o material, espaçamento da prática ao longo do tempo em vez de estudar tudo na véspera, e elaboração, que envolve conectar informações novas a conhecimentos prévios e gerar exemplos próprios. Estudantes autônomos conhecem seu próprio perfil de aprendizagem. Eles sabem em que período do dia concentram-se melhor, quais ambientes favorecem seu foco, quanto tempo conseguem manter atenção antes de precisar de pausa, e quais tipos de material exigem mais tempo de estudo. Esse autoconhecimento permite planejamento realista. A gestão do tempo representa desafio significativo no desenvolvimento da autonomia. Crianças pequenas têm noção limitada de tempo, tornando difícil planejar com antecedência. Ferramentas visuais ajudam nessa fase. Calendários com cores diferentes para cada tipo de atividade, cronômetros que mostram visualmente o tempo passando e checklists de tarefas tornam conceitos abstratos mais concretos. Obstáculos comuns à autonomia A procrastinação emerge como obstáculo comum à autonomia acadêmica. Adiar tarefas desagradáveis ou desafiadoras é tendência humana natural, mas prejudica profundamente o desempenho. Compreender as causas da procrastinação ajuda a combatê-la. Frequentemente, estudantes procrastinam porque a tarefa parece esmagadoramente grande, porque temem fracassar, ou porque carecem de habilidades necessárias para iniciar. Estratégias para superar procrastinação incluem dividir projetos grandes em etapas menores e mais manejáveis, começar com a parte mais fácil para criar momento, e usar a regra dos dois minutos: se algo leva menos de dois minutos, fazer imediatamente em vez de adiar. O perfeccionismo pode paradoxalmente prejudicar a autonomia. Estudantes perfeccionistas frequentemente evitam iniciar tarefas por medo de não fazê-las perfeitamente, gastam tempo excessivo em detalhes menores à custa da compreensão geral, e experimentam ansiedade paralisante diante de avaliações. Ajudar esses estudantes a desenvolver padrões realistas de excelência em vez de perfeição impossível libera energia para aprendizagem genuína. Preparando para o ensino superior A transição para o ensino superior representa teste crítico da autonomia acadêmica. Estudantes que dependeram fortemente de estrutura externa durante ensino fundamental e médio frequentemente lutam quando confrontados com liberdade e responsabilidade aumentadas da universidade. Professores universitários tipicamente oferecem menos lembretes, monitoramento e estrutura que professores de anos anteriores. Preparar estudantes para essa transição requer redução gradual de suporte externo durante os anos do ensino médio. Em vez de lembrar constantemente sobre prazos ou verificar cada tarefa, pais podem estabelecer que o estudante é responsável por gerenciar sua agenda e experimentar consequências naturais de esquecimentos ocasionais, desde que não sejam catastróficos. A autonomia acadêmica estende-se além da escola para aprendizagem ao longo da vida. Em mundo onde conhecimento e tecnologias evoluem rapidamente, capacidade de aprender continuamente torna-se essencial. Adultos autônomos identificam lacunas em seu conhecimento, buscam recursos para preenchê-las e persistem através de dificuldades. Essas competências, desenvolvidas desde a infância, determinam sucesso profissional e satisfação pessoal ao longo da vida adulta. Sinais de desenvolvimento saudável Sinais de que a autonomia acadêmica está se desenvolvendo incluem iniciativa do estudante em buscar ajuda quando necessário, em vez de esperar passivamente que alguém note sua dificuldade, uso espontâneo de estratégias de estudo sem precisar ser lembrado, e capacidade de avaliar realisticamente o próprio entendimento. Estudantes autônomos fazem perguntas específicas que revelam reflexão sobre o material, em vez de perguntas vagas como "não entendi nada". A autonomia nos estudos não significa que estudante nunca precise de ajuda. Saber quando e como buscar apoio apropriado é componente da autonomia, não contradição dela. Estudantes autônomos reconhecem limites do próprio conhecimento e buscam ativamente esclarecimentos de professores, tutores, colegas ou recursos online. Essa autonomia relacional reconhece que aprendizagem é processo social, mas mantém estudante como agente principal do próprio desenvolvimento. Para saber mais sobre autonomia nos estudos, visite https://www.gazetadopovo.com.br/conteudo-publicitario/colegio-bosque-mananciais/como-incentivar-os-filhos-nas-tarefas-domesticas-e-a-desenvolverem-autonomia-infantil/  e https://institutoneurosaber.com.br/artigos/a-autonomia-e-importante-para-a-aprendizagem-infantil/


Data: 12/01/2026

Disciplina positiva transforma rotina familiar e educação

A disciplina positiva propõe um caminho intermediário entre autoritarismo rígido e permissividade excessiva. Desenvolvida a partir dos estudos dos psicólogos Alfred Adler e Rudolf Dreikurs, e sistematizada por Jane Nelsen, essa abordagem educacional não busca simplesmente fazer a criança obedecer, mas ensiná-la a pensar, compreender consequências de suas ações e desenvolver autodisciplina que a acompanhará ao longo da vida. A base filosófica reconhece que crianças são seres sociais que desejam pertencer e contribuir. Quando se sentem conectadas e valorizadas, tendem a cooperar naturalmente. Comportamentos desafiadores geralmente sinalizam que a criança não está sentindo esse pertencimento ou enfrenta dificuldades para lidar com situações que excedem sua maturidade emocional. Em vez de punir o comportamento inadequado, a abordagem busca compreender necessidades não atendidas e ensinar habilidades para que a criança se expresse de forma mais adequada. Firmeza e gentileza trabalhando juntas O conceito de firmeza e gentileza simultâneas constitui um dos pilares fundamentais dessa metodologia. Firmeza significa estabelecer limites claros, manter expectativas adequadas e ser consistente nas regras familiares. Gentileza envolve respeitar a dignidade da criança, reconhecer seus sentimentos e tratá-la com o mesmo respeito oferecido a um adulto. Muitos pais acreditam erroneamente que precisam escolher entre ser firmes ou gentis, mas a disciplina positiva demonstra que é possível e necessário ser ambos simultaneamente. Um pai pode dizer não a um pedido inadequado com firmeza, mas fazê-lo de forma respeitosa, explicando razões e validando o desapontamento da criança. Essa combinação comunica que limites existem por boas razões, não por capricho adulto. "Quando os pais validam sentimentos em vez de negá-los ou minimizá-los, a criança compreende que todas as emoções são legítimas, embora nem todos os comportamentos sejam aceitáveis", observa Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto.Essa distinção é fundamental para o desenvolvimento da inteligência emocional. Uma criança pode estar com raiva, e esse sentimento é válido, mas bater no irmão não é forma aceitável de expressar essa raiva. O adulto que pratica disciplina positiva ajuda a criança a encontrar maneiras saudáveis de lidar com emoções intensas. Autorregulação emocional através do ensino A autorregulação desenvolve-se gradualmente quando a criança é ensinada, não punida. Timeout tradicional, que isola a criança como forma de punição, difere completamente do time-in ou pausa positiva, onde a criança tem espaço confortável para se acalmar, podendo inclusive contar com presença acolhedora de um adulto se desejar. Essa diferença sutil na abordagem produz resultados completamente distintos. No timeout punitivo, a criança frequentemente sente vergonha, ressentimento e desejo de vingança. Na pausa positiva, aprende que quando está desregulada emocionalmente pode buscar um espaço para se reorganizar, uma habilidade valiosa que utilizará pelo resto da vida. Limites não são sinônimo de controle autoritário, mas sim de estrutura necessária para que a criança se desenvolva com segurança. Crianças pequenas especialmente precisam de limites claros porque seu cérebro ainda não desenvolveu plenamente a capacidade de tomar decisões complexas ou de antecipar consequências de longo prazo. Oferecer estrutura não significa retirar autonomia, mas oferecer escolhas apropriadas à idade. Comunicação respeitosa como fundamento A comunicação respeitosa fundamenta todas as interações da disciplina positiva. Isso significa usar linguagem descritiva em vez de acusatória, focar em soluções em vez de culpados e fazer perguntas curiosas em vez de interrogatórios. Quando um copo de leite é derramado, a resposta típica poderia ser grito irritado e acusação de descuido. Na disciplina positiva, o adulto pode simplesmente dizer que o leite foi derramado e perguntar à criança o que pode ser feito para limpar. Essa mudança aparentemente pequena tem impacto profundo. A criança não se sente atacada, não precisa se defender e pode focar em encontrar solução. Além disso, aprende que erros são oportunidades de aprendizado, não motivos para vergonha. As reuniões familiares representam ferramenta prática poderosa dessa metodologia. Esses encontros regulares, idealmente semanais, criam espaço para que todos os membros da família, incluindo as crianças, participem das decisões domésticas, expressem gratidão, discutam problemas e busquem soluções colaborativas. A estrutura típica inclui agradecimentos mútuos, discussão de desafios da semana passada, planejamento de atividades futuras e encerramento com algo prazeroso. Consequências naturais e lógicas substituem punições Consequências naturais e lógicas substituem punições arbitrárias. Consequências naturais são aquelas que ocorrem sem intervenção adulta. Se a criança se recusa a usar casaco em dia frio, a consequência natural é sentir frio. Desde que não haja perigo real, permitir que a criança experimente essa consequência ensina mais efetivamente que qualquer sermão. Consequências lógicas, por outro lado, são implementadas pelos adultos mas têm relação direta com o comportamento. Se a criança usa o tablet além do tempo combinado, a consequência lógica é perder o privilégio no dia seguinte. A diferença crucial entre consequência lógica e punição está na intenção e na comunicação. A consequência é apresentada com empatia, explicação clara da conexão com o comportamento e oportunidade de tentar novamente. O fortalecimento da relação entre pais e filhos ocorre porque a disciplina positiva substitui ciclos de conflito por colaboração. Quando a criança percebe que os pais a respeitam, que sua voz importa e que limites existem para seu bem-estar, a confiança mútua se estabelece. Crianças criadas dessa forma tendem a procurar os pais quando enfrentam problemas, em vez de esconder por medo de punição. Adaptação para diferentes idades Com bebês e crianças muito pequenas, a disciplina positiva foca principalmente em criar ambiente seguro, estabelecer rotinas previsíveis e atender necessidades básicas com consistência e afeto. Nessa fase, o conceito de consequências ainda não faz sentido para a criança, então prevenção e redirecionamento são as principais ferramentas. Pré-escolares beneficiam-se de escolhas limitadas, rotinas visuais e muita validação emocional. Nessa idade, birras são comuns porque a criança tem desejos e opiniões fortes, mas habilidades limitadas de comunicação e autorregulação. A disciplina positiva ensina que birras não são manipulação, mas sinais de sobrecarga emocional. O adulto permanece calmo, mantém o limite estabelecido e oferece conforto quando a criança está pronta para recebê-lo. Crianças em idade escolar podem participar mais ativamente de conversas sobre regras e consequências. Seu pensamento lógico está se desenvolvendo, então explicações fazem mais sentido. Essa é a fase ideal para introduzir reuniões familiares regulares e envolver a criança na resolução de problemas. Quando surgem conflitos entre irmãos, o adulto pode facilitar conversa onde cada criança expressa seu ponto de vista e todos buscam soluções que respeitem necessidades de cada um. Adolescentes precisam de equilíbrio entre autonomia crescente e estrutura ainda presente. A disciplina positiva reconhece que controlar um adolescente é impossível e contraproducente. Em vez disso, foca em manter conexão, oferecer orientação quando solicitada e permitir que o jovem experimente consequências naturais de suas escolhas sempre que possível. Estabelecer acordos mútuos sobre expectativas, em vez de impor regras unilateralmente, aumenta a probabilidade de cooperação. Desafios e consistência na implementação A implementação da disciplina positiva exige que adultos desaprendam padrões autoritários ou permissivos com os quais frequentemente foram criados. Muitos pais relatam que a maior dificuldade é controlar suas próprias reações emocionais. Quando a criança se comporta de forma desafiadora, o impulso natural pode ser gritar, ameaçar ou punir. A disciplina positiva convida os pais a fazerem pausa, respirarem e se conectarem antes de corrigir. Essa sequência, conectar-se primeiro e corrigir depois, respeita o fato de que o cérebro humano não processa bem instruções quando está em modo de luta ou fuga. Uma criança que se sente atacada ou assustada não consegue aprender a lição que o adulto está tentando ensinar. A consistência representa o maior desafio para muitos pais. Manter-se calmo e respeitoso quando se está exausto, estressado ou emocionalmente desregulado exige esforço consciente. A disciplina positiva não exige perfeição dos adultos. Pais também cometem erros, perdem a paciência e reagem de formas que depois lamentam. A diferença está em modelar reparação. Quando o adulto se desculpa genuinamente após reagir inadequadamente, está ensinando responsabilidade e mostrando que erros podem ser corrigidos. Para saber mais sobre disciplina, visite https://www.fadc.org.br/es/node/3382 e https://claudia.abril.com.br/educacao/disciplina-positiva-como-aplica-la-na-rotina-dos-filhos/    


Data: 09/01/2026

Anglo Salto

Por que estudar na nossa Escola?

Com muita alegria, os alunos do Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano) do Colégio Anglo Cidade de Salto receberam os familiares e amigos para a realização da Noite dos Pais. O evento, com decoração de máscaras, teve como objetivo celebrar o programa “Líder em Mim” em nossa escola e apresentar os 8 hábitos de maneira dinâmica e significativa.

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Para nós, uma educação de excelência se faz com ótimos professores, com um material didático de ponta, com um ambiente de aprendizagem estimulante e confortável, com acolhimento e com projetos eficientes. Desde que tudo isso esteja junto.

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